O Conselho Nacional do PSD aprovou, esta quarta-feira, por votação secreta, a lista de candidatos ao Parlamento Europeu por 91% de votos (70 votos a favor e 7 contra). A lista inclui 21 efetivos e oito suplentes, integrando 15 mulheres e 14 homens.

“Pela primeira vez, uma lista ao Parlamento Europeu terá mais mulheres que homens”, destacou Rui Rio, no final da Comissão Política Nacional, que decorreu também em Coimbra.

André Coelho Lima, vogal da Comissão Política Nacional, resumiu a intervenção de Rui Rio no órgão máximo entre congressos como “marcante e mobilizadora”, com mensagens de “união do partido, de combate à abstenção e de fortalecimento da posição de Portugal na Europa”.

André Coelho Lima apontou como objetivo do PSD vencer eleições de 26 de maio, dizendo que o PSD quer “continuar uma onda que se sente positiva e de aceitação crescente da mensagem do presidente do partido”, em contraponto com “o crescente desânimo em relação ao Governo”, ao PS e ao seu cabeça de lista às europeias.

O Conselho Nacional do PSD decidiu ainda, no último ponto da ordem de trabalhos, que as duas propostas de revisão de estatutos serão remetidas para o próximo Congresso, sem necessidade de os proponentes recolherem novas assinaturas.

A lista de todos os candidatos às europeias pode ser consultada aqui.

Paulo Rangel: “PSD vai aumentar o número de eurodeputados”

Paulo Rangel manifestou a convicção de que o PSD irá reforçar o número de eurodeputados eleitos. A lista do PSD é “fortíssima”, ao passo que os nomes propostos pelo PS constituem “um depósito de ex-ministros”, assinalou Paulo Rangel.

“O nosso objetivo é ganhar as eleições, não é uma coisa fácil, mas está ao nosso alcance”, concretizou Paulo Rangel.

O eurodeputado elogiou a qualidade dos dez primeiros candidatos do PSD, considerando que traduzem uma diversidade de género, etária, de distribuição e de áreas de especialização importantes no Parlamento Europeu. “A lista mais forte, mais consistente, mais equilibrada é a do PSD”, defendeu, contrapondo que os primeiros quatro nomes do PS são ex-ministros.

Para Paulo Rangel, a lista do PS “parece mais uma espécie de repositório ou depósito de ex-ministros do que uma lista ao Parlamento Europeu. Há uma diferença entre uma lista que está a pensar no futuro e nas questões europeias e uma que está a encontrar uma reforma, um lugar para os seus ex-ministros”, criticou.

O cabeça de lista do PSD lamenta que Pedro Marques continue a querer “esconder-se” dos debates e, em particular, dos confrontos mediáticos a dois.