Uma estratégia comum para a natalidade, para combater o desafio da demografia, e um programa europeu de luta contra o cancro são alguns dos desígnios que o PSD leva para o trabalho europeu depois de 26 de maio, como descreveu Paulo Rangel na apresentação dos candidatos do Partido ao Parlamento Europeu, esta sexta-feira. Uma equipa que, afirmou o cabeça de lista, “está absolutamente convicta de que nós temos o melhor projeto para a Europa, o melhor projeto para afirmar Portugal na Europa e o melhor projeto para servir os portugueses”.

Uma política comum para a natalidade

“Por ideia e sugestão direta do nosso Presidente, nós queremos avançar no plano europeu com uma estratégia comum que venha a ser mais tarde uma verdadeira política comum para a natalidade”, apontou Paulo Rangel. Assim como o PSD já lançou para debate público o documento “Uma política para a infância” produzido pelo seu Conselho Estratégico Nacional, coloca agora na agenda europeia o desafio da demografia. Um desafio que exige uma resposta comum, porque a todos afeta.

Um programa europeu de luta contra o cancro

“Pegando numa bandeira do PPE”, também o PSD vai defender “um programa europeu de luta contra o cancro”. Como explicou o cabeça de lista, “queremos que se possa fazer uma mobilização de fundos para a investigação e para ligar a investigação à atividade clínica na área do cancro”, para colocar a Europa “na dianteira do combate ao cancro”, capaz de ser “uma referência global”.

Uma força europeia de Proteção Civil

Foi muito ao trabalho dos eurodeputados do PSD que se deveu a ativação do Mecanismo de Proteção Civil da União Europeia para responder à catástrofe dos incêndios de Pedrógão Grande, em 2017, lembrou Paulo Rangel. Para os social-democratas, importa dar um passo em frente. Queremos “uma força europeia de Proteção Civil”, afirmou, porque, para o PSD, “a segurança das pessoas e bens é uma prioridade política”.

Um pacote integrado para os jovens

“Vamos apostar e ter como bandeira um pacote para a juventude que esteja altamente integrado”, defendeu Paulo Rangel, sobre uma estratégia em várias frentes. Por um lado, com o reforço do orçamento do programa Erasmus+, que já teve luz verde. Por outro, através do programa EURES, “o programa para o primeiro emprego europeu dos jovens”.

Paulo Rangel destacou ainda o valor da formação cívica dos jovens no seu percurso pessoal e profissional, sublinhando a importância de um programa de voluntariado, com o novo Corpo Europeu de Solidariedade. Em simultâneo, importa ainda alargar o programa DiscoverEU, “que é um programa de interrail, a todos os jovens” que “completem 18 anos”.

Contra a redução de fundos para Portugal

“Nós queremos que, no próximo quatro comunitário de apoio a nível de fundos, seja para a política de coesão seja para a área da agricultura, Portugal não perca um cêntimo”, reiterou Paulo Rangel. Este é “um compromisso no qual nós vamos por toda a nossa força e a nossa credibilidade”, a contrastar, de resto, com o fraco empenho de Pedro Marques no seu trabalho como ministro.