Na primeira reunião do Conselho Estratégico Nacional (CEN) pós-eleições legislativas e já com a nova composição, este sábado, em Coimbra, Rui Rio anunciou que o CEN irá agora dedicar-se ao “trabalho de terreno nos dois sentidos: na preparação das ideias e das propostas a nível setorial e na implantação do próprio CEN pelo próprio território”.

O Presidente do PSD diz que agora o objetivo é o CEN expandir-se, “para não ficar confinado a uma sala, (…) é para crescer mais”. Reconhecendo que “não é fácil” juntar 100 ou 200 pessoas numa sala por causa da condicionante da pandemia que estamos a viver, Rui Rio salienta que serão utilizadas todas as ferramentas disponíveis – videoconferência, telefone e meios digitais – “para alargar a implantação do CEN”.

Joaquim Sarmento preside ao CEN, que conta com 15 secções temáticas, cada uma dispõe de um Coordenador e dois vice-Coordenadores, um dos quais é deputado, para garantir a ligação ao grupo parlamentar.

O primeiro grande encontro do CEN, a 1.ª Convenção Nacional, decorreu nos 15 e 16 de fevereiro, no Europarque em Santa Maria da Feira. O CEN é o órgão de ligação entre o PSD e a sociedade civil e está a afirmar-se como um dos fóruns inéditos de reflexão à participação cívica em Portugal.

PSD deixa “provavelmente” passar Orçamento Suplementar na votação final por “uma questão de interesse nacional”

Comentando o Orçamento Suplementar para 2020, Rui Rio afirmou que, depois de o PSD ter-se abstido na votação na generalidade, “provavelmente” também deixará passar o documento “na votação final global por uma questão de interesse nacional”. “Era gravíssimo se, neste momento, o Orçamento Suplementar chumbasse e o País ficasse sem meios financeiros para responder aquilo que é necessário”, declarou.

Rui Rio considera que é “menos importante fazer algumas coisas diferentes” no Orçamento do que “castrar o país, que ficava sem meios financeiros”.

Sobre a evolução epidemiológica da covid-19, Rui Rio entende a Direcção-Geral da Saúde, “está a responder devidamente” para conter a propagação da doença. É na região de Lisboa e Vale do Tejo que Rui Rio aponta algumas falhas. “Olhando aos resultados da ação governativa em Lisboa e Vale do Tejo nas últimas duas, três semanas, naturalmente, são dados objetivos que correu mal”, frisou.

Rui Rio observa como natural que existam críticas ao Governo “sob a forma ao retardador que foi a resposta pública à evolução da pandemia em Lisboa e Vale do Tejo”, quando já existia experiência a lidar com a pandemia.