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Universidade de Verão 2018 | Dia 6
08 de Setembro de 2018
Universidade de Verão 2018 | Dia 6

O sexto dia da Universidade de Verão começou com a clássica aula “Falar Claro” dada por Carlos Coelho e Rodrigo Moita de Deus. Conceitos de comunicação, interpretação das redes sociais e contactos com a comunicação social foram alguns dos temas debatidos numa das aulas mais aguardadas pelos alunos. "Aquilo que nós dizemos não é o que nos sai da boca, mas o que entra nos ouvidos dos outros", afirmou Carlos Coelho sobre a importância de uma correta transmissão da mensagem. “A política é um concurso de confiança”, destacou Rodrigo Moita de Deus ao falar aos alunos da importância do conhecimento para uma melhor comunicação dos agentes políticos.

Durante a tarde, os alunos tiveram a oportunidade de vestir os papéis de governo e oposição, aplicando alguns dos conhecimentos adquiridos ao longo desta semana. Legalizar a prostituição, reintroduzir o Serviço Militar Obrigatório, convocar um referendo sobre a manutenção de Portugal na União Europeia, proibir a circulação de veículos com combustível fóssil, estabelecer o voto obrigatório, reduzir o número de Deputados na Assembleia da República, proibir as touradas, aumentar a pena máxima com introdução da prisão perpétua, eliminar a identificação de género e baixar a idade de voto para os 16 anons foram os temas debatidos na simulação de assembleia da 16ª Universidade de Verão.

O último jantar-conferência teve como convidado o Prof. António Murta, que apresentou aos alunos a sua visão sobre as “tendências tecnológicas num mundo acelerado, mas não equilibrado”, a “economia da partilha e plataformas digitais” e a “empregabilidade: postos de trabalho em risco”. António Murta salientou o avanço da tecnologia no mundo atual e a importância desta, nomeadamente, no setor da saúde, assegurou que “daqui a vinte anos não haverá necessidade de dependermos de dadores”. O empreendedor mostrou-se preocupado com o futuro do mercado de trabalho e disse mesmo que “não vai haver trabalho para toda a gente”. António Murta alertou para o problema do cibercrime e apelou “à existência de valores e moral” para a regulação do sistema técnico-científico.