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Rui Rio: “Há vida e País para lá da economia”
03 de Março de 2018
 Rui Rio: “Há vida e País para lá da economia”

 

Em visita à BTL, o líder do PSD referiu que a economia está a crescer, mas “cada vez menos”. Salientou que não está tudo bem em Portugal, como disso são exemplo a Saúde, a Educação ou a política florestal, pelo que cabe à oposição “obrigar o Governo a fazer bem". Assinalando a dinâmica do Turismo, Rui Rio alertou que é necessário impulsionar a competitividade de toda a economia portuguesa

 

O Turismo foi sempre uma área crucial para a economia portuguesa”, disse esta quinta-feira o Presidente do PSD em visita à Bolsa de Turismo de Lisboa (BTL). “Atualmente, um pouco mais”, continuou para, logo, defender que o País deve dar a devida “atenção” ao setor, a fim de “não matar a galinha dos ovos de ouro”. Salientando que “o Turismo é fundamental” (e que, por isso mesmo, deve ser acarinhado), o líder do PSD assinalou que o País “não pode estar dependente de um só setor”, mas deve promover a competitividade de toda a economia portuguesa.

Rui Rio, ao responder aos jornalistas sobre o impacto do crescimento económico na forma de fazer oposição, destacou que “a economia não está a correr tão bem assim”, já que cresce “cada vez menos”. “Diga-se de passagem que já está a definhar”, acrescentou.

O Presidente do PSD começou por explicar que “é sempre mais fácil fazer oposição quando a economia corre mal” para, depois, defender que “há vida e País para lá da economia”. Foi claro ao dizer que “há muitas coisas em Portugal que não estão bem”, pelo que cabe à oposição “obrigar o Governo a fazer bem”. “Não vou deixar de conseguir oposição porque alguns indicadores estão bons”, esclareceu. Perguntou, por isso, se na Saúde, Educação ou na política florestal “está tudo bem”. E respondeu: “sabemos que não está”. “Não vamos olhar só para a economia”, garantiu.

 

Debates quinzenais “têm de ser mais calmos e esclarecedores

Sobre a estreia de Fernando Negrão enquanto líder parlamentar, Rui Rio manifestou-se agradado com o “debate como um todo” e defendeu que os debates quinzenais, “a existirem, têm de ser mais calmos e esclarecedores”. E foi mais longe: “quando transformamos o Parlamento numa arena, de uns contra os outros a gritar, acho que isso descredibiliza o Parlamento e os protagonistas”. Para o Presidente do PSD, o debate desta quarta-feira teve “um cariz diferente” e, na sua opinião, “melhor”, “muito pelo tom que o Dr. Fernando Negrão lhe imprimiu”. Argumentou que não só “a imagem do Parlamento sai reforçada”, mas também a discussão se torna mais credível.

Assinalando que enquanto foi deputado à Assembleia da República não esteve “sempre de acordo com tudo”, o líder do PSD reforçou que conta com os 89 deputados que integram a bancada social-democrata. “Se houver alguns que não quiserem colaborar, não os posso obrigar”, disse, acrescentando que “a consciência deles é que dirá”. Afirmou, ainda, que a reunião com o Grupo Parlamentar acontecerá “numa primeira oportunidade”, depois da eleição dos coordenadores e vice-coordenadores (agendada para esta sexta-feira).

 

 

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