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Reforma laboral: Incerteza transmitida pelo Governo não traz confiança
09 de Fevereiro de 2018
Reforma laboral: Incerteza transmitida pelo Governo não traz confiança

Pedro Passos Coelho defendeu, esta quinta-feira na tomada de posse da nova comissão política de secção do PSD de Lisboa, que “quando se pretende preparar o futuro, não se pode ficar no taticismo, no jogo de cintura e na habilidade

 

Pedro Passos Coelho afirmou, esta quinta-feira, que a ambiguidade nas respostas do Governo, face à possível reversão da reforma laboral, “não elucida”. “Se não percebemos com clareza o que quer, o que resulta é uma falta de confiança que sempre se paga”, concretizou. O Presidente do PSD referia-se ao facto de o Executivo socialista ter uma resposta diferente para Bruxelas, para os investidores, para a geringonça e para o País. “O que é que o Governo quer fazer? Já alguém percebeu?”, questionou.

O primeiro-ministro disse, no seio da concertação social, que não faria alterações nesta matéria até 2016. Mas ainda hoje “não sabemos se querem ou não mexer nesta reforma. A Bruxelas dizem que não, mas se dissessem o mesmo ao PCP e ao BE, talvez houvesse menos ambiguidade”, referiu o líder dos social-democratas. O equilíbrio que o Governo tem de fazer com os partidos das esquerdas deve-se às suas escolhas. “O PS escolheu esta formulação, que de forma oportunista, pode governar. Esses equilíbrios não são fáceis, e há quem ache habilidosa a forma como os vão obtendo”, disse. Apesar de muitos considerarem que tal é fazer política, é necessário que a ação governativa se faça seguindo objetivos de forma convicta, digna, integra, apaixonada e dedicada. É importante saber com o que se conta para se fazerem escolhas. E para isso é preciso perceber qual o lugar que Portugal ocupa hoje.

Tal como Pedro Passos Coelho defendeu, a forma de fazer política séria é “com clareza, não é com indignidade e falta de princípios e convicções. Quando se pretende preparar o futuro, não se pode ficar no taticismo, no jogo de cintura e na habilidade. Tem de se saber o que é, e o que se quer, pois quando não é assim, regressamos à ideia do pântano, e daí nunca se sai a nado”. Temos de saber o que somos e o que projetamos para futuro, pois “o futuro não se faz de história. O futuro guia-nos na ação presente e define-nos hoje”, salientou.

Referindo-se à situação alemã, o líder social-democrata referiu que, tal como os jornais ilustram, “não há nenhum enunciado de reformas importantes para futuro. Porque é difícil concertar partidos que ocupam espaços contíguos e encontrar um terreno em que possam debater o futuro. Se essa ambição não estiver lá, não quer dizer que não vão governar, mas o que se trata é de saber se podem ficar melhor ou pior nos anos que se projetam”.

Na tomada de posse da nova comissão política de secção do PSD de Lisboa, Pedro Passos Coelho reafirmou que um novo ciclo se inicia no PSD nacional. Desejou, assim, que “o PSD possa, neste novo ciclo, projetar o essencial do que vê e sente e o que se quer para a sociedade. Nos traços mais essenciais, não mudamos o que somos. Somos um partido que sempre se afirmou contra os radicalismos e excessos da extrema-esquerda, do Estado, dos privilegiados. Estamos do lado da sociedade civil, dos que reclamam por condições de dignidade, que querem fazer pela vida e ser respeitados”. Neste novo ciclo, será muito importante incluir todos, sempre sem perda de dignidade e princípios. “Contem sempre comigo”, disse.