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CTT: Fecho de balcões continua por esclarecer
07 de Fevereiro de 2018
CTT: Fecho de balcões continua por esclarecer

O ministro do Planeamento e das Infraestruturas esconde fecho de balcões dos CTT e relatório sobre segurança do Túnel do Marão

Pedro Marques, ministro do Planeamento, voltou esta quarta-feira a fugir aos esclarecimentos sobre a reestruturação dos CTT. Tal como sucedeu em outubro de 2017, o grupo parlamentar, através do deputado Paulo Rios de Oliveira, voltou a pedir informações sobre o encerramento de balcões e o estado dos serviços postais.

Embora saibamos que a ANACOM [Autoridade Nacional de Comunicações] é uma entidade independente, também sabemos que o Governo tem poderes e responsabilidades legais sobre o acompanhamento do funcionamento da ANACOM e da própria concessão”, frisou o deputado.

A autoridade reguladora afirmou desconhecer qualquer intenção dos CTT em encerrar estações dos correios, apesar das notícias vindas a público. “Como é que o Governo acompanha esta situação dos CTT?”, insistiu Paulo Rios de Oliveira.

O deputado recorda que o Governo divulgara, em dezembro, a constituição de um programa de trabalho para avaliar o serviço postal universal, mas até ao momento não se conhecem “conclusões”.

 

Túnel do Marão: Pedro Marques esconde relatório

O deputado Luís Leite Ramos pediu um ponto de situação sobre a segurança do Túnel do Marão. “Hoje, 7 de fevereiro de 2018, ainda não temos resultados”, lembrou. O deputado exigiu, assim, ao Executivo garantias de segurança na utilização da infraestrutura.

Porque é que o País não sabe o que se passou relativamente aos meios, à capacidade e ao sistema de proteção dos utilizadores do Túnel do Marão? Oito meses depois e continuamos sem saber [o que se passou]”, lamentou o vice-presidente da bancada parlamentar social-democrata.

Em 11 junho de 2017, um autocarro incendiou-se com 20 passageiros, obrigando ao encerramento do Túnel do Marão. O ministro do Planeamento e das Infraestruturas ainda não divulgou publicamente as conclusões do relatório da Autoridade Nacional de Proteção Civil ao incidente do passado, documento que está na sua posse desde o início deste ano.