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Pedrógão Grande: Obras não contaram com o apoio nem com a ajuda do Governo
11 de Agosto de 2017
Pedrógão Grande:  Obras não contaram com o apoio nem com a ajuda do Governo

Esta sexta-feira, 11 de agosto, o Líder da Bancada Parlamentar do PSD desafiou o actual executivo, António Costa, que está em visita as obras de reconstrução dos territórios afetados pelo incêndio de Pedrógão Grande, para explicar "olhos nos olhos" aos familiares das vítimas porque é que ainda não começaram a ser indemnizados.

"Mas, se calhar, quem devia estar verdadeiramente a assistir a estas obras foram os portugueses porque foi com o dinheiro dos donativos dos portugueses que estas obras se estão a fazer, não é com o apoio nem com a ajuda do Governo", afirmou Hugo Soares.

No que diz respeito às declarações prestadas por Constança Urbano de Sousa, Hugo Soares afirma que tais declarações “mais pareciam uma crónica jornalística" e acusou o Governo de procurar um "bode expiatório" para justificar a tragédia de Pedrógão Grande.

"A conferência de imprensa mais parecia uma crónica jornalística e não uma conferência de imprensa de uma ministra que devia assumir as suas responsabilidades", afirmou Hugo Soares, acusando o Governo de procurar "um bode expiatório, que é sempre de outros" e de um "passa culpas constante".

O Líder da Bancada Parlamentar do PSD afastou, contudo, para já, o cenário de um pedido de demissão de Constança Urbano de Sousa, sublinhando que a escolha dos membros do Governo "é uma responsabilidade última" do primeiro-ministro e que o foco do PSD é a responsabilidade política do Governo "no seu todo" e de António Costa, que é a quem compete escolher os ministros.

"A senhora ministra continua a pedir pareceres, a pedir relatórios e não é capaz de assumir a sua responsabilidade", ressalvou, acrescentando que o que o PSD queria era que a ministra "assumisse a sua responsabilidade" e, que, "no todo do Governo começassem a ressarcir aqueles que viram, pelo colapso do Estado, vítimas mortais acontecerem nas suas famílias".