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Pedro Passos Coelho, em 2016: O que é preciso fazer pelo futuro do País
11 de Agosto de 2017
Pedro Passos Coelho, em 2016: O que é preciso fazer pelo futuro do País

Pedro Passos Coelho defendeu na Festa do Pontal de 2016 a importância de se desenvolverem reformas que combatam a “injustiça social que existe no nosso País” e, assim, contribuir para o bem-estar de todos os portugueses. Afirmou que, enquanto líder do PSD, não abdicará “de lutar por esta visão e por este futuro para o nosso País

 

Há um ano, Pedro Passos Coelho alertava, na Festa do Pontal, que “esta solução de governo está esgotada”, já que “esta ‘troika’ governativa só sabe fazer o que é fácil, depois acabam-se as boas ideias”. Reiterou que do “ponto de vista social, não há nada a esperar desta solução de governo”, uma vez que “o que é difícil, o que exige reformismo, o que exige alguma coragem, isso não mora neste Governo”.

Para o PSD, deve pensar-se um futuro para todos os portugueses. “Queremos um País com segurança, de gente aberta ao mundo, de pessoas que não só atraem a confiança e a estima, mas também que cultivam o prestígio das suas terras, do seu bem receber, de pessoas que querem investir no futuro, numa educação exigente e de qualidade, num sistema de saúde que, sendo um dos mais avançados do mundo, não atende todos da mesma maneira ainda”, referiu Pedro Passos Coelho. Defendeu que Portugal tem potencialidades para “investigar, estudar e inovar”, assim como para obter “bons resultados ao serviço da economia do mar, do ambiente, de uma nova fase de industrialização e de serviços industriais”. Considerou, portanto, ser necessário que o País se abra ao mundo “e ao mesmo tempo a si próprio e combater as injustiças, trazendo a igualdade de oportunidades para a primeira linha da decisão política”.

 

Reforma da Segurança Social: “é essencial para dar estabilidade e confiança

Pedro Passos Coelho recordou, em agosto de 2016, que fizera, “antes e depois das eleições”, referência à necessidade de se proceder a uma reforma da Segurança Social. “É talvez das últimas grandes reformas que o País tem de fazer”, afirmou, argumentando ser “essencial para dar estabilidade e confiança” “a todos aqueles que fazem um grande esforço para poderem vir a receber, no futuro, as pensões a que têm direito”.

O líder dos social-democratas disse tratar-se de uma reforma importante, “também por causa da injustiça social que existe no nosso País”, já que “Portugal é dos países dentro da Europa em que as desigualdades económicas e sociais são mais graves”. Considerou, por isso, que “esta reflexão só pode interessar a todos os portugueses”. Teceu, por isso, uma crítica ao Governo, na medida em que, depois de “quatro anos a criticar” e a afirmar que o executivo [PSD/CDS-PP] que os precedeu estava “obcecado com as finanças públicas”, “não consegue falar de outra coisa se não dos esforços para reduzir o défice”. Há um ano, Pedro Passos Coelho reiterava não haver “social nas decisões do Governo”.

Depois dos sacrifícios que tivemos, e porque era esse o projeto que tínhamos concretizado se estivéssemos no governo, era isso que hoje estaríamos a fazer, foi isso que prometemos aos portugueses”, assegurou o Presidente, reforçando que a reforma da Segurança Social é “inadiável”. Continuou dizendo que o PSD quer, “com todos aqueles que estiverem disponíveis para fazer essa reflexão, pôr em prática uma reforma ampla que permita combater efetivamente as profundas desigualdades que permanecem na sociedade portuguesa”. Denunciou, contudo, que “quem está no governo não se preocupa em manter as nossas finanças estáveis para futuro, simplesmente, porque acham que, lá muito para futuro, sempre haverá alguém que concerte as coisas”. Todavia, para o PSD, o futuro não deve servir “para concertar os desvarios orçamentais”.

 

“Fizemos muito por ter um presente e um futuro com outra qualidade, com outra justiça

O líder social-democrata lembrou que “amealhar mais” e “pagar mais dívida” “liberta o futuro e abre uma nova perspectiva”. “Fizemos muito por ter um presente e um futuro com outra qualidade, com outra justiça”, assegurou, acrescentando que não se trata apenas de ter “mais crescimento”, mas também “níveis de bem-estar e de felicidade superiores”. “Não tenho dúvida, nós precisamos do PSD, do seu reformismo, do seu inconformismo, da sua liderança”, afirmou, acrescentando que, enquanto líder do PSD, jamais abdicará “de lutar por esta visão e por este futuro para o nosso País”.

Se em tempos de tamanhas dificuldades, como aquelas que vivemos, conseguimos, apesar de tudo, acrescer esperança e confiança para futuro, tenho a certeza de que saberemos continuar a dizer aos portugueses que levamos a sério a política, que levamos a sério o País, que levamos a sério as pessoas”, garantiu Pedro Passos Coelho.

 

Governo: o que terá de novo para mobilizar o País na área económica, social e política?

Pedro Passos Coelho deixou, ainda, vários alertas. Referiu não haver “memória, em Portugal, de um investimento público ser tão medíocre” e que, com a tomada de posse do novo governo, se assistiu à reversão de reformas estruturais e a uma “política de demagogia, populismo e facilitismo”. Questionou, assim, o que teria o Executivo “para dizer ao País” de novo. “O que é que este governo do Partido Comunista, do Bloco de Esquerda e do Partido Socialista têm para oferecer ao País? Alguma coisa que entusiasme os portugueses, que os faça acreditar que agora é que as políticas sociais vão melhorar? O que é que este Governo terá de novo para mobilizar o País na área económica, social e política?”, perguntou.

Referiu-se, ainda, a algo que veio a ser evidente nos últimos meses: quando o Executivo falha “não há um membro do Governo que apareça a explicar ou a dar a cara”, nem que “venha explicar as más notícias”. “O Governo espera que seja o PSD a explicar o que se está a passar, para não dizer que ainda estão à espera de responsabilizar o PSD pelo que se está a passar”, acrescentou.

 

Social-democratas devem “permanecer fiéis” ao compromisso para com o País

O Presidente do PSD destacou, há um ano, que os social-democratas devem “permanecer fiéis àquilo que é o nosso compromisso com o País e a nossa alma social-democrata: reformista e inconformista”. “Os portugueses conhecem bem a maneira como colámos os interesses de Portugal e dos portugueses acima de tudo, mesmo quando isso acarretou o risco de perder votos, procurámos sempre ir ao fundo dos problemas para os resolver e não ficar pelas palavras bonitas”, defendeu.

Pedro Passos Coelho garantiu, ainda, que o PSD “não será cúmplice do que se está a passar em Portugal” e salientou ser “importante arrepiar caminho, ter outra solução, acabar com esta cultura política que está a regressar, de fazer de conta, de fingimento, de superficialidade, de ligeireza, do empurra com a barriga, mas também uma cultura de compadrio em que quem exerce funções públicas não sabe distinguir o exercício da função daquilo que pode ser a esfera provada, pessoal ou partidária”.