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CORTE DE INVESTIMENTO NO SEF PODE PREJUDICAR TURISMO E SEGURANÇA
15 de Julho de 2017
 CORTE DE INVESTIMENTO NO SEF PODE PREJUDICAR  TURISMO E SEGURANÇA

Falta de ambição da geringonça marcou primeira metade do mandato

 

Maioria parlamentar vive em clima de “cinismo político”

 

15 julho 2017

 

“O governo quis dar a impressão de que era possível” devolver rendimentos e cumprir a meta do défice nos prazos estabelecidos. “Isso é mentira” e a realidade já está a desmentir o Governo, considerou, este sábado, no lançamento da candidatura de Constantino Silva à Câmara Municipal de Vila do Conde. O Presidente do PSD acusou a maioria parlamentar de ter “cinismo político” e criticou inércia do Governo que promoveu uma política de baixos salários.

 

“Olhamos para a saúde, educação, segurança interna e vemos que faltam meios essenciais em termos de investimento”, sendo que o “Estado não tem o que é necessário para responder às exigências”. É a situação que vive o Serviço de Estrangeiros e Fronteiras, que está a provocar longas demoras na entrada de turistas nos aeroportos.

 

“Foi feita uma denúncia por um sindicato, de que o Governo estava a fazer pressões para que o SEF [Serviço de Estrangeiros e Fronteiras] acelerasse a receção dos visitantes que procuram Portugal nos aeroportos, que demoram tempo a mais até poderem passar na Alfândega”. Pedro Passos Coelho deu eco àquela denúncia, afirmando que a realidade desmente a propaganda do Governo, segundo o qual “está tudo uma maravilha”.

 

O crescimento da procura turística em Portugal sem o reforço de meios no SEF não é de um país que quer receber mais turistas. Não podemos dizer ao SEF que trabalhem agora, que recebemos quase mais metade daqueles que recebíamos antes, com o mesmo números de pessoas e as mesmas condições que tinham antes.” Pedro Passos Coelho perguntou: “Qual é a alternativa? Deixar entrar as pessoas sem cumprir normas de segurança? Não pode ser, temos de nos preparar para as receber e temos de investir nessas áreas.” O líder da oposição desafiou o Governo a assumir uma governação que seja clara nas suas prioridades, concluindo: “Não venham dizer que o Governo está a fazer bem em cortar na justiça, na administração interna e na segurança quando precisávamos de reforçar o investimento nessas áreas”.

 

“O Governo e a geringonça só tiveram uma preocupação – dizer que a austeridade tinha passado”, lembrou. Para quem governa, isso significava devolver os salários aos funcionários públicos, de uma só vez, ao contrário do ritmo gradual e sustentável que o PSD tinha projetado para a reposição de rendimentos, que já iniciara.

 

Portugal começou a crescer em 2013 e 2014, lembrou Pedro Passos Coelho. Nos anos do governo que liderou, “não ficámos apenas a resolver os problemas do dia-a-dia”, antes foram-se “fazendo muitas reformas e transformações, para que um dia o País pudesse aproveitar as boas condições envolventes para crescer”. A economia cresceu – e cresceu mais em 2015 do que em 2016 –, o desemprego recuo significativamente e o emprego cresceu. As exportações, que respondiam por 29% do PIB no início do seu mandato, aumentaram para 42% do PIB quando Pedro Passos Coelho deixou o Governo.

 

Saudando o crescimento atual da economia e de outros fatores positivos, o Presidente do PSD não deixou de relatar as oportunidades perdidas nestes dois anos em que António Costa é primeiro-ministro, desde logo por ter sido abandonado o plano de reembolsos antecipados ao Fundo Monetário Internacional. “Podíamos ter reduzido muito mais a dívida e os custos da dívida, se tivéssemos mostrado o empenho que nós sugerimos em amortizar, mais depressa, a dívida ao FMI”, explicou. É que, hoje, o Governo já recuperou a antecipação daqueles reembolsos, mas não foi assim desde o início do seu mandato.

 

 

Falta de ambição da geringonça marcou primeira metade do mandato

“Preocupa-me a falta de ambição que a geringonça trouxe para o País”, afirmou, este sábado, Pedro Passos Coelho, criticando a ausência de estratégia e de reformas que marcou a primeira metade do mandato do nosso Governo e da maioria parlamentar.

 

A geringonça “andou a empurrar com a barriga” durante dois anos, enquanto geria as boas notícias e colhia os frutos do trabalho feito pelo governo que lhe antecedeu, disse Pedro Passos Coelho num retrato do atual estado da Nação. O Presidente do PSD deixou um aviso – “O tempo das promessas já passou”, é mesmo preciso que o Governo comece “a fazer algo de novo”.

 

A falta de ambição que marca a liderança política de António Costa tem resultados concretos. Como exemplo, Pedro Passos Coelho aponta que a inércia governativa resultou num impulso à política de baixos salários. No passado, quem hoje governa defendia um modelo económico com salários melhores. “E nós dizíamos que estamos de acordo, precisamos de ter salários mais elevados, mas as empresas têm de poder pagá-los”, acrescentou o líder do PSD. Hoje, porém, “vemos que nunca houve tantas pessoas em Portugal a ganhar o salário mínimo nacional” e o salário médio está a baixar, explicou, sendo que aqueles que entram no mercado de trabalho estão a começar por receber a remuneração mínima.

 

Pedro Passos Coelho questionou o que fez o Governo por aqueles trabalhadores, para concluir que, “como em muitas outras matérias, o Governo não fez nada para que as coisas se alterassem, empurrou com a barriga”.

 

 

Maioria parlamentar vive em clima de “cinismo político”

Este é um Governo que se limita a viver “de equilíbrios” e que adiou o crescimento do País, que vinha já desde 2013, porque colheu a desconfiança inicial dos investidores. Trata-se de “um governo de geringonça”, em que algumas das partes “desconfiam dos investidores, desconfiam da economia social de mercado, desconfiam do Euro e da Europa, desconfiam da NATO… Desconfiam de tudo o que é importante para nós e que nos permite crescer e viver com segurança”, conclui.

 

Além disso, acrescentou ainda o Presidente do Partido, a maioria que apoia o Governo contradiz-se diariamente, uma vez que abandonaram as convicções que manifestavam no passado – como a oposição às instituições europeias – ou hoje não estariam a apoiar o atual governo. “Vivemos um tempo de um certo cinismo político”.

 

O problema, continuou Pedro Passos Coelho, vai além do “cinismo político”, a mesma atitude que leva aqueles que antes criticavam o governo anterior pelas políticas para reduzir o défice de 11% para 3% e que hoje apoiam a atual estratégia que levou o défice de 3% para 2%. “O problema é que não se faz nada a pensar no futuro”.

 

Portugal precisava de poupar para tempos futuros e de fazer reformas para que a próxima geração pudesse vir a ter condições de vida melhores do que a atual. “Cada geração que vem tem de ser suficientemente ambiciosa para deixar os instrumentos para que quem venha a seguir possa chegar ainda mais longe” e “isso hoje não está a ser feito”, rematou.

 

 

 

 

Uma viragem histórica em Vila do Conde

Para Pedro Passos Coelho, este “pode ser o momento de viragem histórica em Vila do Conde”. O PSD integra uma “boa candidatura” liderada por Constantino Silva, uma escolha que considerou ser “segura, forte e liderante” para Vila do Conde. Para o Presidente do PSD, a atual liderança socialista justifica a sua continuidade pelo passado de governação local em Vila do Conde, hoje marcado pela inércia.