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Dívida tem de deixar de ser lixo para se captar investimento
17 de Junho de 2017
Dívida tem de deixar de ser lixo para se captar investimento

Fitch já tinha melhorado perspetiva da dívida antes das eleições

O próximo grande objetivo de Portugal é que a dívida pública deixe de ser considerada lixo pelas agências de notação, para que o País possa atrair mais investidores. Em Paços de Ferreira, Pedro Passos Coelho aplaudiu a decisão da Fitch, que ontem melhorou a perspetiva do rating soberano de “estável” para “positiva”, mas lembrou que já aconteceu no passado.

Quando fechámos o memorando de entendimento, no ano em que dissemos adeus à Troika e seguimos em frente, a Fitch colocou a dívida portuguesa, como ontem, com uma perspetiva positiva”, recordou o presidente do PSD. “E ali por setembro de 2015, disse que ficava a aguardar o que se ia passar com as eleições”, acrescentou, para recordar que, “em março de 2016, a Fitch baixou outra vez a perspetiva”. Para os mais atentos, apontou Pedro Passos Coelho, “isto deve querer dizer que perdemos um ano”.

É que, acrescentou o líder social-democrata, em 2016, Portugal cresceu menos do que havia crescido no ano anterior. E, apesar da falsa narrativa que se pretende passar, o crescimento económico e o recuo do desemprego começaram em 2014 e 2013, respetivamente, e não apenas quando os socialistas chegaram ao poder. Em 2016, “o País ficou parado, a economia não cresceu como devia, o risco do País aumentou e isso não se deve, com certeza, ao facto de o PSD ter estado no governo” mas por terem surgido dúvidas de que o caminho que estava a ser seguido pudesse ser interrompido”.

“Hoje, o Governo e os partidos que o apoiam no Parlamento querem que os portugueses acreditem que o País só começou a crescer e que o emprego começou a baixar quando o PS chegou ao governo”, mas “isso é mentira”, acusou.

Agora que a agência Fitch voltou a melhorar a perspetiva da dívida portuguesa, Pedro Passos Coelho avisa que é necessário manter um curso positivo para que a dívida pública receba uma melhor classificação. “Isso atrai ainda mais investidores, seja para nos ajudar a financiar o Estado, seja como reflexo muito importante para toda a economia, seja para as empresas, que são quem gera o emprego, e para as famílias, que são quem precisa de melhorar o seu rendimento”, justificou.

“Se queremos que Portugal saia do lixo, até ao final do ano ou no próximo, temos de fazer por isso, não podemos ficar à espera que os resultados caiam do céu”, desafiou ainda Pedro Passos Coelho. Em 2014, o País quis muito dizer adeus à Troika, lembrou. “Fomos determinados”, “sabíamos que havia um preço a pagar para que as coisas corressem bem mas era mais importante salvar o País do que a pele eleitoral” e, mesmo assim, os portugueses renovaram a confiança no PSD nas eleições de 2015.

Hoje, porém, há “quem aposte na fraca memória das pessoas”. Mas, coincidentemente, aqueles que hoje “tecem luas ao Governo por termos saído do Procedimento por Défice Excessivo são os mesmos que estavam contra as políticas que nós seguimos para mandar a Troika embora”.

 

PSD retirou Portugal do Défice Excessivo

O líder do PSD manifestou-se satisfeito pela decisão anunciada pelo Conselho Europeu, esta sexta-feira, de retirar Portugal do Procedimento por Défice Excessivo. Uma decisão “importante”, de acordo com Pedro Passos Coelho, porque “marca uma diferença que pode ser decisiva para futuro”. E a diferença está no que se faz hoje para assegurar que Portugal não regressa uma quarta vez ao Procedimento por Défice Excessivo.

Portugal já esteve em défice excessivo desde 2001”, lembrou o líder do PSD, notando que “foi um governo chefiado pelo PSD [por Durão Barroso] que permitiu” a saída deste procedimento. Em 2005, com o primeiro-ministro José Sócrates, Portugal regressou aos défices excessivos, por dois anos. Em 2009, voltámos a cair na mesma situação.

“Quem regressa tantas vezes àquilo que não se deseja, é porque não faz o que deve”, concluiu Pedro Passos Coelho. E “é, por isso, importante que desta vez seja diferente” o que exige “trabalho e profundidade”, exige que “se pense no futuro e que se seja consequente no trabalho que se exerce no governo”.

Para o presidente dos social-democratas, a política só é necessária quando visa a preparação do futuro, não a mera gestão do dia-a-dia. E “os políticos que só funcionam a pensar nas eleições, ou deixam muito por fazer ou nem sempre fazem aquilo que devem”, acrescentou, numa alusão ao imobilismo governativo atual.

Por sua vez, o PSD sabe o que é preciso fazer. “Nós temos um projeto, uma visão e um programa reformista, a pensar em ter uma economia mais aberta e ainda menos batota entre as empresas”. Queremos uma economia “com melhor regulação, melhor concorrência e com o Estado a meter-se menos onde não é chamado, mas a estar presente quando se trata de impor as regras que devem ser iguais para todos”. É esta visão que distingue o PSD dos demais partidos e uma determinação ímpar em afirmar as suas convicções, assegurou o líder do partido.

“O nosso papel não é de fazer muita conversa, não é o de distribuir simpatia, não é gerir o presente. É poder olhar para futuro e dizer às pessoas que não vamos andar à nossa sorte, que sabemos para onde queremos ir”, garantiu. “E iremos esforçar-nos para lá chegar”, acrescentou.

“Quem se faz ao mar sem saber para onde vai, vai ao acaso, para onde o mar leva” e assim se passaram quase dois anos do novo governo em que “se perderam oportunidades muito importantes” porque “não houve coragem para pensar no futuro”. Para Pedro Passos Coelho, “só houve interesse em fazer uma retórica fácil”.

Porém, no PSD, “não precisamos de andar a fazer política de ataque pessoal”. Mas “não contem connosco para estarmos calados e fazer de conta que está tudo bem”. O presidente do partido sublinhou que “precisamos de lutar para que o País possa estar melhor”, para isso sendo necessário “enfrentar a geringonça” e ter a coragem de fazer as reformas urgentes.

 

PSD tem provas dadas no País e em Paços de Ferreira

Pedro Passos Coelho marcou presença no lançamento da candidatura de Joaquim Pinto à Câmara Municipal de Paços de Ferreira, concelho onde considera que o PSD já tem provas dadas, de resto à semelhança do que acontece no País, não apenas no período entre 2011 e 2015 mas em muitos outros momentos importantes.

O presidente do PSD destacou a experiência política do candidato mas também “uma grande maturidade para poder liderar os destinos do concelho”. E acrescentou, sobre a forma de estar do PSD, que, “na política, seja quando se trate de escolher candidatos a deputados, quer se esteja a escolher o governo do País, quer seja a junta de freguesia ou a câmara municipal, nós estamos sempre a pensar em pessoas que se candidatam para oferecer o melhor que sabem, o melhor que têm das suas vidas, da sua família, da sua experiência, e para poder servir os outros”.