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Almaraz: Portugal está “refém da inação do Governo”
18 de Maio de 2017
Almaraz: Portugal está “refém da inação do Governo”

O aterro nuclear de Almaraz, em construção com o aval do Governo português, “é meio caminho andado para o prolongamento da vida da Central de Almaraz”, cuja existência de vida útil terminou em 2010 e deverá ser prorrogado em 2020, denunciou, hoje, Berta Cabral, deputada do PSD. A opção de Portugal em 1983, num governo de que o PSD fazia parte, foi recusar a produção de energia nuclear. Foi uma decisão histórica e corajosa que determinou toda a política energética adotada pelo País até ao presente.

Apesar dessa opção, Portugal continua exposto às ameaças nucleares provenientes de Espanha, que a menos de 100km da nossa fronteira instalou, em 1981 e 1983, a Central Nuclear de Almaraz. Uma central prestes a completar 40 anos de atividade, que deveria ter sido encerrada em 2010, prazo que foi prorrogado até 2020 e tudo aponta para que seja de novo prorrogado.

Numa declaração política, a deputada Berta Cabral reafirmou que não se pode baixar os braços sobre Almaraz. “A construção de um armazém de resíduos nucleares à vista de todos, foi denunciada pelos grupos parlamentares desta Assembleia, pelas associações ambientalistas, pelos autarcas e pelas populações e que só governo teima em não ver”.

Berta Cabral lamenta que o Governo e o ministro do Ambiente em particular teimem em nada fazer. “Questionamos o ministro do ambiente, sobre este assunto em todas as audições, na Comissão competente. Não deu ouvidos ao parlamento, nem desenvolveu, qualquer diligência no sentido de dar cumprimento à resolução aprovada por unanimidade nesta casa”.

O Governo “fez um acordo com Espanha para apaziguar a opinião pública. Um acordo bom para Espanha porque para Portugal não trouxe nada de novo”, referiu a deputada.

O que temos? Temos uma mão cheia de nada. Temos um País refém da inação do Governo. E temos um aterro em construção com o aval do governo português, que é meio caminho andado para o prolongamento da vida da Central de Almaraz”, sublinhou Berta Cabral.

O PSD não desistirá “da fiscalização da ação governativa e na defesa dos interesses vitais dos portugueses” e, por esse motivo, levará o assunto ao Fórum Ibérico interparlamentar que antecede a Cimeira Ibérica.

 

 

SNS: o desastre da governação de esquerda


O nosso SNS [Serviço Nacional de Saúde] vive tempos conturbados. O investimento foi cortado em 34% em 2016 e, nestes primeiros três meses do ano, já caiu 20%. Foi reduzida a aquisição de bens e serviços nos hospitais públicos. A oferta hospitalar não aumentou em 2016”. Foi com estas palavras que Luís Vales, deputado do PSD, caracterizou a atuação do Governo no setor da Saúde.

Luís Vales recordou que em “quatro anos de plena crise económica e financeira em Portugal, o anterior Governo construiu sete hospitais”. Pelo contrário, com o atual Executivo tem-se assistido ao encerramento de serviço, à degradação cuidados de saúde e ao descontrolo das contas no setor. “Num ano e meio, o PS e os seus aliados fizeram mais o que 1/3 do caminho para o desastre a que conduziram o SNS há seis anos”.

Os pagamentos em atraso dos hospitais aumentaram 157 milhões de euros em março de 2017 em relação a março de 2016. As dívidas do SNS à APIFARMA situam-se nos 892 milhões de euros.

É tempo de o Governo arrepiar caminho, de continuar a destruir, a desmantelar e a desinvestir no SNS”, concluiu o deputado.