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Portugal perde competitividade no Índice de Liberdade Económica
16 de Fevereiro de 2017
Portugal perde competitividade no Índice de Liberdade Económica

Portugal ocupa o 77.º lugar no Índice de Liberdade Económica de 2017. Desceu 13 posições, em comparação com 2016, segundo foi divulgado recentemente pela Heritage Foundation. As causas deste retrocesso estão, tal como escreve o próprio relatório, relacionadas com medidas adotadas pelo atual Executivo.

Portugal continua a enfrentar desafios que exigem um ajustamento urgente da política económica. As reformas anteriores, que ajudaram a modificar e diversificar a base produtiva da economia, perderam impulso”, lê-se no relatório, sobre o enfraquecimento das reformas. O setor público endividado e ineficiente desgastou o dinamismo do setor privado e reduziu a competitividade da economia”.

O país foi classificado como sendo “moderadamente livre”. Se, em 2016, e considerando apenas os países europeus, Portugal estava na 30.ª posição, desceu agora para o 33.º lugar do ranking europeu.

O “governo anti-austeridade [liderado por António Costa] atrasou as reformas económicas, causando atritos com a União Europeia (UE) e com o Fundo Monetário Internacional (FMI),” diz a Heritage Foundation. “A adesão a uma rigorosa disciplina orçamental permitiu que Portugal ultrapassasse o pior da crise económica, mas o crescimento abrandou e Portugal não cumpriu a meta de redução do défice mandatada pela UE.” É feita, ainda, referência ao desemprego “elevado, especialmente entre os jovens portugueses”, e a um “sistema financeiro que continua a enfrentar riscos substanciais”, sendo que o próprio “setor bancário continua fraco”.

O relatório aponta como “preocupações” aspetos importante como a “liberdade de trabalho” e a “integridade do Governo”.

O Índice de Liberdade Económica 2017 analisou 186 economias classificadas em função de dez variáveis, em quatro grupos: Estado de Direito; dimensão do Governo; eficiência ao nível da regulação e criação de novos negócios. Os países são distribuídos por cinco seções em função da pontuação obtida, a saber: “livre” (80 a 100); “quase livre” (70 a 79,9); “moderadamente livre” (60 a 69,9); “maioritariamente não livre” (50 a 59,9) e “reprimido” (40 a 49,9).   

A Heritage Foundation publica o Índice de Liberdade Económica desde 1995, em parceria com o Wall Street Journal. Hong Kong lidera o ranking há 23 anos, sendo considerado o país com a “economia mais livre” do mundo.