O PSD resiste à tentação de “dizer mal de tudo”, tal como pediu o Presidente da República na mensagem de Ano Novo, e continuará a afirmar-se fazendo uma “oposição responsável” e a pensar no interesse nacional. “Esta postura que, é muito a marca de Rui Rio, tem, inclusivamente, exposto o PSD a algumas críticas, é preciso dizê-lo, mas a verdade é que apesar dessas críticas, o PSD tem resistido e vai continuar a resistir a dizer mal de tudo”, afirmou André Coelho Lima, vogal da Comissão Política Nacional do PSD, esta quarta-feira, em conferência de imprensa.

André Coelho Lima sublinha que o PSD “vai continuar a resistir a entrar num discurso fácil e populista” e estará centrado em fazer “uma oposição séria e responsável”, à altura do que os portugueses esperam, para concretizar as reformas que o país precisa e para as quais “é mais importante a postura dos partidos da oposição do que propriamente a postura dos partidos de poder”.

André Coelho Lima critica a incapacidade do Executivo em preparar Portugal para o futuro. “Se há tecla em que temos batido, particularmente Rui Rio, é a necessidade de ter políticas para preparar o futuro. Temos afirmado constantemente que o Governo tem governado a olhar apenas para o presente sem olhar para o futuro, que tem ignorado que as políticas e hoje são aqueles que vão herdar os nosso filhos e netos”, disse.

André Coelho Lima entende que “não é com políticas pontuais”, mas “com uma economia forte e robustecida que faça que a qualidade de vida dos cidadãos cresça como um todo” que se evitam problemas mais sérios, nomeadamente as “crises” que são, por natureza, “cíclicas”.

O PSD, assinala André Coelho Lima, revê-se no alerta do chefe de Estado e que contraria o discurso de fantasia do primeiro-ministro. “Reforçando aquilo que aqui dissemos na semana passada, Portugal não se aproximou da Europa, não cresceu mais que a média da União Europeia, teve, ao invés, um dos priores crescimentos da União Europeia, apresenta o quarto pior PIB per capita da zona euro e piorou a sua situação relativa no pós-troika, ou seja, no período que diz respeito a esta legislatura, Portugal não convergiu, afastou-se”, ressalvou.