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Francisco Manuel Lumbrales de Sá Carneiro
19 de julho de 1934 – 4 de dezembro de 1980
Francisco Manuel Lumbrales de Sá Carneiro

Fundador do PPD/PSD: 6 de maio de 1974.

Secretário-Geral do PSD: 6 de maio de 1974 a maio de 1975.

Presidente do PSD: setembro de 1975 a janeiro de 1978; abril de 1979 a dezembro de 1980. 

Profissão: Advogado

Eleito Secretário-Geral do PSD no I Congresso realizado em Lisboa, nos dias 23 e 24 de Novembro de 1974. Eleito Presidente do PSD no II Congresso realizado em Aveiro, nos dias 6 e 7 de Dezembro de 1975 e reeleito no IV Congresso realizado em Leiria a 31 de Outubro de 1976, no VI Congresso realizado em Lisboa, nos dias 1 e 2 de Outubro de 1978, e no VII Congresso realizado em Lisboa, nos dias 16 e 17 de Junho de 1979.

Aos 22 anos concluiu o curso de Direito na Universidade de Lisboa e principiou a sua vida profissional exercendo Advocacia.

Em 1969 foi eleito Deputado à Assembleia Nacional em nome da defesa dos direitos do Homem, da instauração de um regime democrático e da efetivação das liberdades públicas. Verificada a ausência de condições políticas para prosseguir o seu projeto, renunciou ao mandato a 2 de Fevereiro de 1973. Destacou-se após este período a sua coluna no jornal Expresso “Vistos”, cuja publicação foi rareando, por crescentes dificuldades impostas pela censura.

Em Maio de 1974, com Francisco Pinto Balsemão e Joaquim Magalhães Mota, fundou o Partido Popular Democrata (PPD).

Foi Ministro- Adjunto do Primeiro-Ministro no I Governo Provisório, chefiado por Adelino da Palma Carlos.

Em 1975 foi eleito Deputado à Assembleia da República, mas não chegou a exercer o mandato por motivos de saúde. Voltou a ser eleito Deputado em 1976, ano que assumiu a chefia da Bancada Parlamentar.

Em Novembro de 1977, na sequência de convulsões internas do Partido, demitiu-se do cargo de Presidente. Em Janeiro de 1978, no V Congresso, no Porto, afastou-se voluntariamente de qualquer cargo diretivo, tendo sido eleito para o Conselho Nacional.

Em 5 de Julho de 1979, com Freitas do Amaral, do CDS, e Ribeiro Teles, do PPM (além dos Reformadores) forma a Aliança Democrática, que lidera com o objetivo de derrotar a “maioria de esquerda” nas Eleições Legislativas intercalares de Dezembro de 79, após a dissolução da Assembleia da República. Conseguida a maioria absoluta da AD nessas eleições, Sá Carneiro é chamado a formar Governo.

Sá Carneiro não concorda com a recandidatura de Ramalho Eanes e afirma que se demitirá do cargo de Primeiro-Ministro, caso este seja eleito. A Aliança Democrática apoia o general Soares Carneiro.

Francisco Sá Carneiro morre vítima de um acidente de aviação, quando se deslocava para o Porto, onde iria participar no Comício de encerramento da Campanha Presidencial.

Presidente do GP (junho de 1976/março de 1979/maio de 1979)