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23.7.2010
Estado social defendido pelo PS "está em ruptura"

O vice-presidente do PSD Marco António Costa considera que o Estado social defendido pelo PS “está em ruptura”, acusando os socialistas de terem uma “visão hipócrita” na gestão da saúde e da acção social.
“O Estado social que o Partido Socialista tanto diz defender está a chegar a um ponto de insustentabilidade tal que a ruptura passa a ser a norma”, afirmou o vice-presidente do PSD, citando como exemplos os “cortes cegos” na área da saúde e nos apoios sociais.
Para Marco António Costa, “a falta de reformas do PS ao longo destes seis anos, no âmbito daquilo que é o Estado social, a forma irrealista como o PS tem lidado com a situação, nomeadamente procurando iludir a realidade e afirmando que é capaz de dar tudo a todos, de forma absoluta, redundou na situação que se está a viver, de estarem a ser realizados cortes cegos”.
O vice-presidente do PSD lembra que na saúde e na área social os exemplos são bem visíveis e revelam o estado de hipocrisia a que o PS levou o debate da política nacional em áreas tão sensíveis e tão importantes para o bem estar de muitos milhares de portugueses.
Marco António Costa apontou os casos das novas regras de atribuição e manutenção das prestações sociais de natureza não contributiva, em vigor desde o início deste mês, no âmbito da nova lei de condição de recursos.
“Isto revela uma gestão muito socialista da gestão do Estado, que é uma visão completamente hipócrita na acção social e prova que o PS conduziu o país para um beco sem saída nestes seis anos”, salientou.
Na saúde, o dirigente do PSD citou o exemplo do fim dos cirurgiões à noite no hospital de São Gonçalo, em Amarante.
“As unidades hospitalares estão a atravessar enormes dificuldades de carácter financeiro e estão a realizar um conjunto de cortes que põem em causa a prestação de serviços fundamentais às populações”, sublinhou Marco António Costa.






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