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21.7.2010
"Críticas à proposta do PSD são cortina de fumo para servir objectivo do PS", considera Marco António Costa

O Vice-Presidente do PSD, Marco António Costa, disse na terça-feira à noite que as críticas ao projecto de revisão constitucional apresentado pelos sociais-democratas são “uma cortina de fumo que visa servir um objectivo do PS”.
“Há aqui uma cortina de fumo lançada sobre este projecto de revisão constitucional que visa servir um objectivo do PS, que é tentar colar ao PSD a imagem de ser um partido liberal, quando nós não o somos, somos um partido social democrata e orgulhámo-nos dessa nossa matriz e honrámo-la constantemente nas propostas que fazemos e no comportamento que assumimos na vida pública”, afirmou à agência Lusa.
Para o dirigente do PSD, “há uma grande mistificação e uma forte demagogia em volta da forma como algumas pessoas abordaram estas questões e as propostas, porque muitas dessas ainda não foram objecto de nenhum tipo de análise”.
Marco António Costa falava em Meixomil, Paços de Ferreira, no final da sessão de posse dos novos órgãos locais do PSD, liderados por António Coelho.
O Vice-Presidente da Comissão Política Nacional do PSD criticou também “os que procuram afirmar que o PSD é um inimigo do Estado Social”, frisando que “não há nada mais falso e mentiroso do que essa acusação”.
Para Marco António Costa, “se há partido que tem destruído o Estado social é o PS”.
“No caso da saúde, tem andado a fechar a esmo os serviços de saúde no Interior do país, nomeadamente nas populações mais carenciadas nos cuidados primários de saúde. Estão a ser encerrados para se poupar algum dinheiro, mas muito pouco dinheiro, comparando com aquilo que é esbanjado e estragado em muitos grandes hospitais das grandes cidades. Este é aquele combate que o PS tanto gosta de fazer, um combate contra os mais fracos, e acobardar-se sob o ponto de vista político perante os mais fortes”, considerou.
O Vice-Presidente social-democrata sublinhou, por outro lado, que a proposta de revisão constitucional do PSD “cumpre um objectivo reformista do Estado”, criando “uma nova lógica de organização e prestação dos serviços fundamentais aos portugueses”.
“As propostas que apresentámos são construtivas e abertas. Visam fomentar o diálogo, o debate solidário e construtivo entre todos, numa lógica de promover a melhoria substancial do quadro constitucional português”, defendeu.






Ataque ao PSD
